Líder de mercado? Tiggo 7 bate um último recorde antes de 2026

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O SUV médio da Caoa Chery encerra 2025 em um momento muito positivo. Em dezembro, o Tiggo 7 alcançou o melhor resultado mensal de sua história. Com isso, o modelo reforça sua presença em um dos segmentos mais disputados do mercado brasileiro.

Caoa Chery Tiggo 7 Sport / Foto: Ricardo Rollo

Segundo dados parciais da Fenabrave, o SUV deve fechar o mês com 4.720 unidades emplacadas. Esse número já garante o melhor dezembro desde o lançamento. Além disso, o desempenho no varejo também entrou para o recorde da linha.

Recorde absoluto no varejo em 2025

De acordo com números obtidos com exclusividade, 4.270 unidades foram vendidas diretamente ao consumidor final. Assim, o modelo superou a marca anterior, registrada em novembro, quando somou 3.883 vendas no varejo.

Por causa disso, o Tiggo 7 terminou novembro como o terceiro carro mais vendido do Brasil nesse formato de negociação. À frente ficaram apenas o Volkswagen Tera e o Hyundai Creta. Ou seja, um resultado expressivo para um SUV médio.

Desempenho entre os SUVs médios em dezembro

Com os números de dezembro, o Tiggo 7 tem tudo para fechar o mês como o terceiro SUV médio mais vendido do país. Acima dele aparecem dois concorrentes diretos bem consolidados.

O BYD Song lidera com 6.862 unidades. Além disso, o modelo teve crescimento superior a 55 por cento em relação ao mês anterior. Logo depois vem o Jeep Compass, com 5.948 veículos vendidos.

Enquanto isso, o cenário acabou favorecendo a Caoa Chery. Por um lado, o Song acelerou forte. Por outro, o Toyota Corolla Cross apresentou queda relevante no período.

Produção afetada abriu espaço no ranking

O desempenho mais fraco do Corolla Cross tem explicação. Desde o fim de setembro, a produção em Sorocaba vem sendo afetada por um incidente climático. O problema atingiu a fábrica de motores da Toyota em Porto Feliz.

Atualmente, apenas as versões híbridas estão sendo produzidas. Elas utilizam motores importados do Japão. A normalização completa deve ocorrer apenas entre o fim de janeiro e o início de fevereiro de 2026. Até lá, concorrentes diretos seguem ganhando espaço.

Acumulado do ano mostra outro cenário

Apesar do bom resultado em dezembro, o acumulado de 2025 é diferente. A regularidade do Compass e o bom desempenho do Corolla Cross até outubro pesaram. Além disso, a forte arrancada do Song na reta final mudou o ranking.

Com isso, o Tiggo 7 aparece na quarta colocação entre os SUVs médios mais vendidos do ano. Os números parciais mostram:


Jeep Compass com 60.563 unidades
Corolla Cross com 59.474
BYD Song com 41.569
Caoa Chery com 38.214 emplacamentos

 

Mesmo assim, o crescimento no varejo indica um cenário mais otimista para o próximo ano.

Versões disponíveis e proposta ao consumidor

O Tiggo 7 é vendido no Brasil com uma gama ampla de versões. Dessa forma, atende diferentes perfis de consumidores, desde quem busca preço até quem prioriza tecnologia.

Entre os principais destaques estão:


– Versão Sport como opção de entrada, com motor 1.5 turbo flex e câmbio CVT
– Configurações Pro Max com motor 1.6 turbo e câmbio de dupla embreagem
– Versão híbrida leve, que melhora consumo e conforto
Interior bem acabado, com bons materiais, central multimídia ampla e posição de dirigir confortável
– Opção híbrida plug-in, com até 317 cavalos de potência combinada e autonomia elétrica de até 60 km

Esse conjunto ajuda a explicar o bom momento do modelo nas concessionárias.

Preço competitivo impulsiona as vendas

Outro ponto importante é o preço. No varejo, os valores praticados ficam abaixo da média do segmento. Assim, o Tiggo 7 acaba atraindo consumidores que antes buscavam SUVs compactos.

Caoa Chery Tiggo 7 Sport / Foto: Ricardo Rollo

Portanto, a combinação de espaço, desempenho, bom nível de equipamentos e preço agressivo tem sido decisiva para o sucesso recente.

O que esperar para 2026

Com produção ajustada, portfólio diversificado e aceitação crescente, o SUV da Caoa Chery chega a 2026 mais forte. Embora ainda não lidere o acumulado anual, os números recentes mostram uma evolução clara.

Se esse ritmo for mantido, o próximo ano pode trazer novos recordes. Além disso, a disputa pelo topo do segmento tende a ficar ainda mais acirrada.