A Volkswagen começou 2026 mexendo forte na tabela de preços no Brasil. Nos últimos dias de janeiro, a montadora promoveu reajustes que chegam a R$ 24.400 em alguns modelos. Enquanto os veículos mais caros ficaram ainda mais salgados, o novo Taos surgiu como exceção, com uma redução agressiva para ganhar espaço no mercado.

Ao mesmo tempo, a estratégia mostra dois caminhos bem diferentes. De um lado, a marca reposiciona seus modelos premium em um patamar mais elevado. Por outro, tenta tornar o SUV médio mais competitivo diante da ofensiva dos chineses e da liderança do Corolla Cross.
Jetta GLI lidera os aumentos da Volkswagen
O maior impacto foi sentido no sedan esportivo mais conhecido da marca. O Jetta GLI teve um salto expressivo no preço.
Agora, ele passou de R$ 250.990 para R$ 275.390, o que representa um aumento de R$ 24.400 em apenas um mês. Com isso, o modelo entra definitivamente na faixa de veículos que já flertam com marcas premium.

Além disso, o novo valor pode afastar parte dos consumidores que buscavam um sedan esportivo com custo mais racional.
Tiguan Allspace também ficou mais caro
Outro modelo que sofreu reajuste importante foi o Tiguan Allspace R-Line. O SUV de sete lugares agora parte de R$ 324.390, ficando R$ 18.400 mais caro em relação ao preço anterior.
Com esse movimento, a Volkswagen posiciona o modelo em uma faixa onde concorre diretamente com SUVs de marcas consideradas de luxo. Portanto, a decisão reforça o foco em margens maiores, mesmo com menor volume de vendas.
Amarok e SUVs compactos seguem caminhos diferentes
A picape Amarok também entrou na lista dos aumentos. Todas as versões ficaram entre R$ 15.000 e R$ 16.000 mais caras, consolidando o modelo como um dos mais caros do portfólio nacional.
Já nos SUVs compactos, a estratégia foi dividida:
Versões Sense (Nivus e T-Cross) permanecem em R$ 119.990, mantendo competitividade para PCD e frotistas.
Demais versões tiveram acréscimo médio de R$ 6.000 nas configurações Comfortline e Highline.
O objetivo foi proteger as versões de entrada e repassar parte dos custos para os modelos mais completos.
O posicionamento reforça a tentativa de manter volume sem abrir mão de rentabilidade.
Virtus sobe de preço e perde versão manual
A linha 2026 do Virtus também passou por reajustes. As versões de entrada ficaram cerca de R$ 2.900 mais caras, enquanto as configurações mais equipadas subiram aproximadamente R$ 4.900.
Além do aumento, houve uma mudança importante: a Volkswagen encerrou a versão manual TSI, que custava R$ 120.990. Com isso, o sedan passa a ser vendido praticamente só com câmbio automático.
Essa decisão reflete a baixa procura por transmissão manual nesse segmento e acompanha uma tendência já vista em outros modelos da marca.
Novo Taos chega com redução agressiva de preço
A grande surpresa da nova tabela foi o reposicionamento do Taos. Lançado oficialmente no dia 22 de janeiro, o SUV médio chegou com valores mais baixos para enfrentar a concorrência direta dos SUVs chineses e o domínio do Corolla Cross.
Confira os novos preços:
Comfortline: R$ 199.990 (redução de R$ 7.000)
Highline: R$ 209.990 (redução de R$ 22.000)
Essa política de “preço de lançamento” coloca a versão Highline como uma das opções mais interessantes do segmento, principalmente para quem busca um SUV médio com bom pacote de tecnologia e segurança.
Além disso, a queda de preço deixa o modelo mais competitivo frente aos rivais diretos, que já vinham pressionando a Volkswagen nos últimos meses.
O que muda para o consumidor em 2026
De forma geral, a nova tabela mostra que a Volkswagen decidiu:
Aumentar os preços dos modelos premium, como sedans esportivos e SUVs maiores.
Proteger versões de entrada, especialmente para PCD e frotas.
Reposicionar o SUV médio, tornando-o mais atraente em custo-benefício.
Assim, quem busca modelos mais completos vai sentir mais no bolso. Por outro lado, quem está de olho no SUV médio encontra agora uma oportunidade mais interessante dentro da própria marca.
Desse modo, a Volkswagen iniciou 2026 com uma estratégia clara: subir os preços onde há público disposto a pagar mais e baixar valores onde a concorrência está mais agressiva. O aumento expressivo no sedan esportivo e no SUV de sete lugares mostra um foco maior em margem. Já a redução no SUV médio indica uma tentativa direta de recuperar espaço no segmento mais disputado do mercado.
Portanto, para o consumidor, o cenário exige atenção redobrada. Comparar versões, avaliar custo-benefício e acompanhar promoções será fundamental antes de fechar negócio neste início de ano.




