Base da Geely: O que esperar do novo Renault Filante 2026?

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A Renault apresentou o Filante, seu novo SUV grande com proposta premium. O modelo surgiu na Coreia do Sul e já mostra ambição ao mirar marcas como Audi, BMW, Mercedes-Benz e Volvo. Para sustentar esse posicionamento, a marca adotou a plataforma modular CMA, desenvolvida pelo grupo Geely.

Renault Filante / Foto: Divulgação

O início das vendas acontece em março de 2026 no mercado sul-coreano. Em seguida, o SUV deve avançar para outros países. O Brasil ainda não aparece na lista oficial. Mesmo assim, a chegada em 2027 segue como uma possibilidade real.

Um nome histórico com foco no futuro

O nome Filante faz parte da trajetória da Renault há décadas. A marca já o utilizou em projetos ligados a desempenho e eficiência. Agora, o batismo retorna com uma proposta mais sofisticada.

Além disso, a grafia faz referência à palavra francesa étoile, estrela. Nos anos 1930, a Renault usava esse recurso para identificar seus modelos mais exclusivos. Dessa forma, o novo SUV reforça seu papel como topo de linha fora da Europa.

Ao mesmo tempo, o lançamento integra um plano global mais amplo. A marca pretende lançar oito veículos fora da Europa até 2027. Desses, cinco atuarão nos segmentos C e D, que concentram modelos de maior valor agregado.

Visual robusto e identidade marcante

O design segue o projeto Aurora e mistura referências de SUVs, crossovers e modelos premium. Na dianteira, os faróis em LED ganham destaque visual e se integram bem à carroceria. Já a grade frontal adota elementos tridimensionais inspirados no logotipo em losango.

O porte chama atenção logo de cara. Este é o maior veículo já produzido pela Renault. São 4,91 metros de comprimento, 1,89 m de largura e 1,63 m de altura. Enquanto isso, o entre-eixos de 2,82 m favorece o espaço interno.

Na lateral, as rodas podem ser de 19 ou 20 polegadas. A linha do teto segue longa e fluida, com queda suave após a coluna B. Na traseira, por sua vez, as lanternas em LED se conectam por uma moldura preta, principalmente na versão Esprit Alpine.

Interior tecnológico e acabamento refinado

No interior, a Renault aposta em sofisticação e tecnologia. A marca destaca o uso de materiais de melhor qualidade, além de um layout moderno. O principal destaque fica para o conjunto de três telas de 12,3 polegadas integradas em um único painel panorâmico.

Esse sistema recebe o nome de OpenR Panorama Screen. Além dele, o SUV traz um head-up display de 25,6 polegadas com realidade aumentada, que projeta informações diretamente no campo de visão do motorista.

Os acabamentos variam conforme a versão. A Techno utiliza tons de azul. Já a Iconic oferece opções em marrom ou cinza. Por fim, a Esprit Alpine combina preto ou cinza claro com detalhes em azul, branco e vermelho.

Além disso, a cabine oferece iluminação ambiente em LED, teto panorâmico fixo e ar-condicionado digital de três zonas. Soma-se a isso a conectividade 5G com Wi-Fi, assistente de voz inteligente e atualizações remotas. O porta-malas comporta 663 litros, volume que pode chegar a 2.050 litros com os bancos rebatidos.

Conjunto híbrido foca eficiência e desempenho

A plataforma CMA da Geely permite a adoção de um sistema híbrido pleno moderno. A Renault desenvolveu esse conjunto especialmente para modelos premium do mercado sul-coreano. Ele combina um motor 1.5 turbo, de 150 cv, com dois motores elétricos.

Renault Filante / Foto: Divulgação

Juntos, eles entregam 250 cv de potência combinada. O torque máximo chega a 565 Nm, o que garante boas respostas em acelerações e retomadas. O câmbio automático DHT Pro, voltado para híbridos, trabalha com dupla embreagem e três relações de marcha.

Além disso, a suspensão traseira do tipo multilink contribui para maior conforto. A bateria de 1,64 kWh permite rodar em modo elétrico em até 75% dos trajetos urbanos, dependendo das condições de uso. A partida sempre acontece no modo 100% elétrico.

O que esperar da possível chegada ao Brasil

Embora a Renault ainda não confirme oficialmente, o SUV pode chegar ao Brasil nos próximos anos. Essa movimentação faria sentido dentro da estratégia da marca de subir de patamar fora da Europa. O porte avantajado, a eletrificação e o pacote tecnológico reforçam esse caminho.

Caso desembarque por aqui, o modelo deve se posicionar acima dos SUVs médios atuais da marca. Assim, pode atrair consumidores que buscam mais conforto, eficiência e tecnologia. Agora, resta acompanhar os próximos passos da Renault.