Lançado oficialmente no Brasil por R$ 119.990 na versão Sport e R$ 134.990 na versão Pro, o Caoa Chery Tiggo 5X chega atualizado para enfrentar um dos segmentos mais disputados do país. Atualmente, o espaço é dominado por nomes fortes como o Volkswagen T-Cross, além de rivais importantes da Hyundai, Honda e Chevrolet.

Além disso, modelos como o Nissan Kicks e o Fiat Fastback ampliam ainda mais a concorrência. Por isso, não basta ter preço competitivo. É preciso oferecer tecnologia, segurança e bom comportamento dinâmico.
Nesse contexto, o SUV aposta em um pacote robusto de equipamentos, sete airbags, sistemas avançados de assistência à condução e garantia de sete anos, tentando se diferenciar dentro da faixa dos R$ 120 mil.
Ao volante: respostas mais rápidas e condução equilibrada
Durante avaliação realizada pela Revista Carro no interior de São Paulo, o modelo mostrou evolução clara em relação à geração anterior. O motor 1.5 turbo flex, agora com nova calibração, entrega 150 cv e 22,75 kgfm de torque, trabalhando em conjunto com o câmbio CVT que simula nove marchas.
Na prática, as retomadas ficaram mais imediatas, especialmente no uso urbano. Entretanto, o ruído típico da transmissão CVT ainda se faz presente e chega à cabine com certa facilidade em acelerações mais fortes.
Em aceleração total, o tempo aproximado de 0 a 100 km/h é de 10,5 segundos, um número dentro da média do segmento. Assim, o foco não é esportividade, mas sim uma condução previsível, confortável e linear no dia a dia.
Outro destaque importante é a suspensão traseira independente, item raro entre os SUVs compactos vendidos no Brasil. Isso contribui para maior estabilidade em curvas e melhor controle da carroceria em pisos irregulares. Ao mesmo tempo, a direção elétrica oferece leveza em baixas velocidades e ganha firmeza progressiva em trechos mais rápidos.
Assistências à condução ganham protagonismo
Um dos principais trunfos do conjunto está no pacote de tecnologias semiautônomas. O piloto automático adaptativo com função stop & go atua de forma suave, mantendo distância do veículo à frente e retomando automaticamente em congestionamentos.
Além disso, o SUV oferece:
Frenagem automática de emergência para pedestres e ciclistas
Alerta de colisão frontal
Monitoramento de ponto cego
Alerta de tráfego cruzado traseiro
Assistente de permanência em faixa
Câmera 360°
Dessa forma, o modelo se posiciona entre os mais completos em assistência à condução dentro da sua faixa de preço.
Equipamentos e proposta de mercado
O pacote de conforto e tecnologia também chama atenção. O SUV traz faróis e lanternas full LED, painel com duas telas integradas que somam 20,5 polegadas, central multimídia de 10,25” com Android Auto e Apple CarPlay, teto solar panorâmico, bancos com ajuste elétrico e carregador de celular por indução de 50W.
O interior adota um visual moderno e aposta na integração digital como principal atrativo tecnológico.
Por outro lado, o carregador sem fio não conta com sistema de resfriamento, o que pode reduzir a velocidade de carregamento por questões de proteção térmica do próprio smartphone.
Em dimensões, são 4,33 metros de comprimento, 2,61 m de entre-eixos e porta-malas de 340 litros, números alinhados ao padrão da categoria. A garantia de sete anos se estende também aos Tiggo 7 e Tiggo 8, reforçando a estratégia de fidelização da marca.
Consumo dentro do esperado
Como se trata de uma primeira impressão em teste rápido, não foi possível medir o consumo real com precisão. No entanto, de acordo com dados do Inmetro, os números oficiais são:
Cidade: 6,9 km/l (etanol) e 10 km/l (gasolina)
Estrada: 8,4 km/l (etanol) e 12,1 km/l (gasolina)
Os resultados seguem o padrão dos SUVs compactos equipados com motor turbo e câmbio CVT.
Vale a pena?
No uso prático, o SUV mostra que a estratégia da Caoa Chery é clara: preço inicial competitivo, lista ampla de tecnologia e conjunto mecânico já conhecido, agora com ajustes mais refinados.
O resultado é um modelo com desempenho adequado para o ambiente urbano, bom nível de estabilidade e um pacote de assistências acima da média na faixa dos R$ 120 mil. Ele acaba sendo mais barato que alguns concorrentes diretos e até mesmo que o Volkswagen T-Cross em versões equivalentes.
Por outro lado, ainda existem questionamentos sobre o pós-venda da marca, tema que a empresa afirma estar em processo de evolução. Resta observar se o consumidor perceberá essa melhoria de forma concreta nos próximos anos.
Em síntese, trata-se de uma proposta competitiva, bem equipada e tecnicamente equilibrada, que pode conquistar quem busca um SUV compacto moderno sem ultrapassar o teto dos R$ 135 mil.




