Quem decide comprar um sedã compacto quase sempre chega a dois nomes muito populares no Brasil. De um lado, o modelo da Hyundai. Do outro, o representante da Chevrolet. Ambos têm preços próximos, motores 1.0 aspirados e foco claro no uso urbano. Ainda assim, quando o assunto é custo-benefício, as diferenças aparecem rápido.

A comparação aqui leva em conta as versões de entrada mais procuradas, olhando de forma prática para preço, consumo, espaço, equipamentos e proposta de uso no dia a dia.
Desempenho e proposta mecânica
O sedã da Chevrolet foi o compacto mais vendido do Brasil em 2025, com cerca de 53 mil unidades, resultado que não vem por acaso. O motor 1.0 flex entrega 82 cv, trabalha com câmbio manual de seis marchas e mostra melhor aproveitamento em estrada. Além disso, o rodar é mais silencioso em velocidades mais altas, algo que pesa para quem pega estrada com frequência.
Já o modelo da Hyundai seguiu outro caminho. Mesmo com vendas menores, na casa das 37 mil unidades, ele aposta em uma experiência mais tecnológica. O motor 1.0 flex rende 80 cv e vem acompanhado de câmbio manual de cinco marchas, menos moderno, mas suficiente para a proposta urbana. O destaque aqui não é o desempenho, e sim o pacote geral.
Preço e consumo no uso real
Na hora de fechar negócio, o valor inicial faz diferença. A versão analisada da Hyundai custa R$ 106.500, enquanto a opção equivalente da Chevrolet sai por R$ 109.000. Essa diferença de R$ 2.500 pesa para quem vai financiar ou quer parcelas menores.
No posto, porém, a balança vira. O sedã da Chevrolet é mais eficiente e consome menos combustível tanto na cidade quanto na estrada. Com gasolina, faz média de 15,5 km/l, enquanto o concorrente fica em 14,4 km/l. No etanol, a diferença continua, embora menor. Além disso, o modelo da GM emite menos CO₂, um ponto positivo do ponto de vista ambiental.
Espaço interno e porta-malas
Apesar de ser mais caro, o carro da Chevrolet é maior por fora e aproveita melhor o espaço entre-eixos. Isso se reflete em mais conforto para quem viaja no banco traseiro. O porta-malas é bom, com 469 litros, atendendo bem famílias pequenas.
O sedã da Hyundai compensa com um compartimento de bagagens ligeiramente maior, com 475 litros, o que pode fazer diferença em viagens ou no uso diário. O espaço interno é correto, mas perde um pouco para o rival quando o assunto é área para as pernas atrás.
Equipamentos e sensação de modernidade
Aqui o jogo muda completamente. O modelo da Chevrolet entrega o básico do básico. Vem com rodas de aço, calotas, bancos de tecido simples e poucos recursos de conveniência. É funcional, mas não empolga.
O Hyundai, por outro lado, oferece uma lista bem mais generosa. Traz painel digital, chave presencial com botão de partida, câmera de ré, sensores de estacionamento, central multimídia com espelhamento sem fio e rodas de liga leve. O interior transmite mais modernidade e passa uma sensação clara de carro de categoria superior, mesmo sendo compacto.
Veredicto final
A escolha depende muito do perfil do comprador. O sedã da Chevrolet faz mais sentido para quem prioriza consumo baixo, valoriza um câmbio mais moderno, quer mais espaço para passageiros e roda bastante em estrada. É racional, eficiente e previsível.
Já o Hyundai se mostra mais interessante para quem busca mais carro pelo dinheiro. Ele custa menos, entrega muito mais tecnologia, tem visual mais refinado e oferece conforto eletrônico que normalmente aparece só em versões mais caras.
No fim das contas, não existe resposta única. Um vence pela eficiência mecânica. O outro ganha pelo pacote e pelo preço. Cabe ao comprador decidir qual desses pontos pesa mais na garagem e no bolso.