A chegada da nova Ford Ranger 2026 híbrida flex marca um passo importante na estratégia da marca para a América do Sul. Prevista para estrear entre 2026 e 2027, a picape será a primeira do segmento médio no Brasil a unir tecnologia híbrida plug-in com funcionamento em etanol e gasolina.

Além disso, o projeto faz parte de um pacote de 20 lançamentos anunciados pela montadora para os próximos anos. O desenvolvimento técnico ficou sob responsabilidade da engenharia brasileira, com testes realizados no Campo de Provas de Tatuí, em São Paulo. Já a produção acontecerá na fábrica de General Pacheco, na Argentina.
Ou seja, trata-se de um produto pensado para a realidade da região e adaptado ao perfil do consumidor brasileiro.
Motorização híbrida com foco em desempenho e eficiência
O conjunto mecânico combina o motor 2.3 EcoBoost turbo com um motor elétrico alimentado por bateria de 11,8 kWh. No exterior, esse sistema entrega 281 cv e 70,4 kgfm de torque.
Entretanto, no Brasil a expectativa é de números ainda mais elevados. Como o motor será adaptado para o uso de etanol, a potência pode ficar próxima ou até acima dos 300 cv.
Além disso, a transmissão será automática e a tração integral eletrificada, chamada de e-4WD, mantendo o perfil de picape tanto para trabalho quanto para lazer.
Portanto, a proposta é unir força, tecnologia e menor consumo de combustível.
Autonomia elétrica e recarga prática
No modo totalmente elétrico, a autonomia estimada é de cerca de 45 km. Isso significa que deslocamentos urbanos diários poderão ser feitos sem gastar combustível.
A recarga acontece em corrente alternada por meio de tomada externa. O tempo médio é de aproximadamente duas horas em carregadores compatíveis.
Além disso, o sistema permite escolher diferentes modos de condução, como:
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Modo elétrico, para uso urbano
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Modo híbrido, para equilíbrio entre consumo e desempenho
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Modo desempenho, priorizando potência
Assim, o motorista pode adaptar o uso conforme a necessidade do dia.
Visual com detalhes exclusivos
Visualmente, a picape mantém o estilo forte da geração atual. No entanto, algumas mudanças ajudam a identificar a versão eletrificada.
Entre os principais destaques estão:
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Grade frontal com acabamento escurecido
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Rodas de 18 polegadas com desenho aerodinâmico
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Emblemas que indicam a tecnologia plug-in
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Interior com foco em tecnologia e conforto, mantendo o padrão moderno da linha
Outro ponto curioso é a presença de dois bocais laterais, um para combustível e outro exclusivo para recarga elétrica.
A Ford apresentou as versões Stormtrack e Wildtrack, mas ainda não confirmou quais delas chegarão oficialmente ao mercado brasileiro.
Capacidade de carga e recursos de uso profissional
Por conta da bateria, a capacidade de carga deve ser um pouco menor que nas versões a diesel, que passam de uma tonelada. Mesmo assim, a marca garante que os principais atributos foram preservados.
Entre eles estão:
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Chassi reforçado
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Suspensão com eixo rígido e feixes de mola
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Câmera 360° e assistências eletrônicas
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Soluções voltadas tanto ao trabalho quanto ao lazer
Desse modo, a proposta é manter a versatilidade que consagrou a linha ao longo dos anos.
Produção e importância para a marca
Em 2025, a Ranger completou 30 anos na América do Sul e caminha para um novo recorde de produção, com cerca de 76 mil unidades por ano.
Além disso, a Ford já anunciou investimentos para elevar esse número para mais de 80 mil unidades anuais em 2026. A expansão da gama também incluirá versões voltadas a frotistas, como modelos de cabine simples e chassi.
Portanto, a versão híbrida chega como parte de uma estratégia maior de crescimento e eletrificação da linha.
O que esperar?
A Nova Ford Ranger 2026 híbrida flex surge como uma das novidades mais relevantes do segmento de picapes médias no Brasil. Ao unir motor a combustão flex, sistema elétrico e tração integral, a proposta é oferecer mais potência, menor consumo e tecnologia avançada.
Além disso, o desenvolvimento regional e a produção na Argentina reforçam o compromisso da marca com o mercado sul-americano.
Se as expectativas se confirmarem, a nova versão poderá redefinir o padrão das picapes híbridas no país, abrindo caminho para um futuro mais eficiente sem abandonar a robustez que o público já conhece.