A Hyundai anunciou oficialmente a chegada da linha 2027 do Creta ao mercado brasileiro trazendo mudanças importantes na motorização e no posicionamento das versões. Dessa vez, a principal novidade é a adoção do motor 1.6 turbo flex, que passa a equipar as configurações mais caras do SUV.

Com isso, a versão N Line, de apelo esportivo, assume o posto de topo de gama e deixa de usar o antigo motor 1.0 turbo flex. Assim, a proposta passa a unir visual esportivo, maior torque e enquadramento tributário mais favorável.
No entanto, a mudança trouxe uma consequência direta: o novo conjunto ficou menos potente em relação à versão anterior movida apenas a gasolina.
Motor perde potência para se adequar às novas regras do governo
O novo motor 1.6 turbo flex entrega 176 cv com gasolina e 173 cv com etanol. Antes, quando era exclusivamente a gasolina, esse propulsor oferecia 193 cv. Portanto, houve uma redução de 17 cv.
Segundo a Hyundai, a recalibração foi necessária para atender às exigências do programa federal Mover (Mobilidade Verde e Inovação), que estabelece faixas de tributação do IPI conforme potência, eficiência energética e níveis de emissões.
Na prática, esse ajuste permite que o modelo:
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Pague menos imposto
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Atenda às metas ambientais
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Mantenha um desempenho equilibrado para uso urbano e rodoviário
Dessa forma, o SUV se torna mais alinhado às novas regras sem abrir mão da proposta de desempenho.
Desempenho e câmbio continuam como destaque
Apesar da redução na potência, o torque máximo foi preservado em 265 Nm, tanto com gasolina quanto com etanol. Além disso, o conjunto mecânico segue equipado com o câmbio automatizado de dupla embreagem e sete marchas (DCT), que garante trocas rápidas e condução mais dinâmica.
A versão N Line também passa a contar com o modo de condução Smart, que se adapta automaticamente ao estilo do motorista. Assim, o sistema busca a melhor combinação entre consumo e desempenho durante o trajeto.
Enquanto isso, os modos tradicionais continuam disponíveis no seletor:
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Eco
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Normal
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Sport
Novidades visuais da versão esportiva
Além da nova motorização, a versão N Line recebeu atualizações no visual. O destaque fica para as novas rodas diamantadas de 18 polegadas, que reforçam o perfil esportivo do SUV.

Com isso, o modelo mantém sua identidade mais agressiva, com acabamento diferenciado e proposta própria dentro da gama.
Outras versões também ganham melhorias
A versão Platinum, equipada com motor 1.0 turbo flex, passa a oferecer faróis e setas dianteiras em LED. Assim, o padrão de iluminação e segurança foi elevado em relação ao modelo anterior.
Já a versão Ultimate, que antes ocupava o topo da linha, foi reposicionada logo abaixo da N Line. Mesmo assim, ela mantém a lista de equipamentos e agora também recebe o motor 1.6 turbo flex, substituindo a antiga calibração apenas a gasolina.
Preços do Hyundai Creta 2027 no Brasil
Confira os valores oficiais da linha 2027:
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Action 1.0 TGDI Flex AT – R$ 119.990
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Comfort 1.0 TGDI Flex AT – R$ 156.590
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Limited 1.0 TGDI Flex AT – R$ 173.390
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Platinum 1.0 TGDI Flex AT – R$ 188.990
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Ultimate 1.6 TGDI Flex DCT – R$ 201.590
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N Line 1.6 TGDI Flex DCT – R$ 206.990
Vale a pena a mudança para o motor flex?
A estratégia da Hyundai deixa claro que a prioridade agora é a adequação fiscal e ambiental. Por outro lado, isso custou parte da potência do motor.
Em compensação, o consumidor ganha:
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Flexibilidade no uso de combustíveis
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Menor impacto tributário
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Manutenção do torque elevado
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Atualizações visuais e tecnológicas
Assim, quem busca esportividade continua encontrando na N Line a opção mais completa da gama. Enquanto isso, as versões intermediárias se beneficiam de melhorias pontuais em iluminação e acabamento.
A linha 2027 marca uma nova fase do SUV no Brasil. O novo motor 1.6 turbo flex surge como resposta direta às exigências do programa Mover. Dessa forma, fica evidente como as regras ambientais já influenciam o desempenho dos carros vendidos no país.
Mesmo com a redução de potência, o modelo mantém bom nível de desempenho, amplia a oferta de tecnologia e reposiciona suas versões de forma mais clara. Por fim, a N Line assume o protagonismo, enquanto as demais configurações ganham ajustes que tornam a gama mais competitiva.
No fim das contas, a mudança prioriza eficiência e enquadramento tributário sem abandonar o apelo esportivo que muitos consumidores procuram.




