A Omoda & Jaecoo, marca criada pelo grupo Chery para atuação global, confirmou que vai ampliar sua linha de produtos no Brasil em 2026.
Com isso, a empresa pretende alcançar uma meta ousada de 45 mil a 50 mil unidades vendidas ao longo do ano.

Além disso, a estratégia declarada é “democratizar tecnologias”, ou seja, oferecer modelos com alto nível de equipamentos e eficiência energética. Dessa forma, a marca busca disputar espaço em um segmento cada vez mais concorrido e exigente.
Jaecoo 5 abre a sequência de lançamentos
O primeiro lançamento será o Jaecoo 5, com chegada prevista para março. Ele ocupará a posição de modelo de entrada da linha e terá foco no uso urbano.
Atualmente, o veículo já é vendido em mercados como México e Austrália. Por isso, chega ao Brasil como um produto já testado em outros países.
Além do design moderno, o projeto aposta em conectividade e bom nível de equipamentos, mirando consumidores jovens e famílias.
Em outros mercados, existem versões híbridas e elétricas. Assim, o modelo reforça o discurso de eficiência energética da marca. No interior, a expectativa é de um ambiente tecnológico, com telas integradas e acabamento acima da média do segmento. Consequentemente, a proposta é se tornar uma alternativa interessante frente aos SUVs compactos tradicionais.
Jaecoo 8 mira o segmento de SUVs maiores
Na sequência, em abril, chega o Jaecoo 8, voltado para quem busca mais espaço e desempenho.
O modelo deve contar com motorização híbrida potente, inclusive com versões de tração integral. Além disso, terá capacidade para até sete ocupantes, o que amplia seu apelo para famílias grandes.
Na prática, ele entra na disputa com utilitários esportivos de marcas como Volkswagen e Jeep, além de opções já consolidadas no mercado nacional. Ao mesmo tempo, o foco estará no conforto para viagens longas e em recursos avançados de assistência à condução. O interior deve priorizar espaço, modularidade e conectividade para todos os ocupantes.
Omoda 4 será a principal aposta de volume
O terceiro e mais importante lançamento será o Omoda 4, programado para novembro. Ele será um crossover compacto com visual futurista e proposta urbana.
Com porte semelhante ao de SUVs compactos populares, o modelo é visto como um divisor de águas para a operação da marca no Brasil.
Por esse motivo, a expectativa é que ele ajude a impulsionar significativamente o volume de vendas.

O carro deve mirar um público mais amplo, apostando em bom custo-benefício e tecnologia embarcada. Além disso, será uma resposta direta a concorrentes eletrificados de marcas como BYD e GWM. No interior, a tendência é de painel digital, central multimídia ampla e foco em conectividade para o uso diário.
Expansão da rede e possível fábrica no Brasil
Paralelamente aos lançamentos, a empresa anunciou que vai expandir sua rede de concessionárias em todo o país. Além disso, existem planos de acelerar a produção local, com chance real de uma fábrica ser instalada no Brasil o mais rápido possível.
Esse movimento é estratégico porque pode reduzir custos logísticos e, ao mesmo tempo, aumentar a competitividade dos preços finais.
Meta ambiciosa para 2026
O objetivo declarado é entrar no Top 10 das marcas mais vendidas do Brasil já em 2026.
Em 2025, a empresa encerrou o ano com pouco mais de 7.200 unidades comercializadas e apenas 0,4% de participação de mercado.
Mesmo assim, os sinais iniciais são positivos. Um de seus SUVs já apareceu entre os mais vendidos em janeiro de 2026. Portanto, isso indica que a aceitação do público começa a crescer.

Com novos produtos, rede ampliada e veículos mais alinhados ao gosto do consumidor brasileiro, a tendência é de aceleração nas vendas ao longo do próximo ano.
Em resumo, a ofensiva da Omoda & Jaecoo para 2026 mostra que a marca quer deixar de ser coadjuvante e passar a disputar espaço real no mercado brasileiro.
Com três lançamentos estratégicos, foco em tecnologia e possibilidade de produção local, a empresa dá passos importantes para se consolidar no país.
Se conseguir manter preços competitivos, boa qualidade e uma rede de atendimento estruturada, a montadora tem tudo para transformar 2026 em seu ano mais relevante no Brasil até agora.




