O Toyota Yaris Cross, produzido no Brasil, acabou chamando atenção de forma negativa após a divulgação do mais recente teste do Latin NCAP. O SUV conquistou apenas duas estrelas em segurança, um resultado considerado baixo para um modelo novo e que chega ao mercado com proposta moderna.

Mesmo oferecendo seis airbags e controle eletrônico de estabilidade de série, o desempenho geral ficou abaixo do esperado. A avaliação, divulgada pelo Mundo do Automóvel para PCD, mostra que apenas itens básicos não são mais suficientes para garantir boas notas nos protocolos atuais.
Resultado geral do Latin NCAP
Nos números detalhados, o SUV registrou 77% de proteção para adultos, 69% para crianças, 55% para pedestres e 58% em assistência à segurança. Esses índices deixam claro que ainda há bastante espaço para evolução quando o assunto é proteção e tecnologia embarcada.
Na prática, os dados colocam o modelo atrás de alguns concorrentes diretos, principalmente aqueles que já contam com pacotes mais completos de segurança ativa.
Desempenho no impacto frontal
Durante o impacto frontal, a estrutura foi considerada estável, com boa preservação da área dos pés. No entanto, a proteção do peito do motorista foi classificada como marginal, fator que pesou diretamente na pontuação final.
Esse detalhe, apesar de técnico, tem grande influência no resultado geral do teste e mostra que nem todas as áreas oferecem o mesmo nível de proteção.
Proteção para crianças teve melhor avaliação
No caso dos ocupantes infantis, o desempenho foi mais positivo. Crianças posicionadas em cadeirinhas voltadas para trás tiveram proteção total durante os testes, graças ao uso correto das ancoragens ISOFIX.
Por outro lado, a ausência de um interruptor para desligar o airbag do passageiro acabou prejudicando a nota. Esse item é fundamental para permitir a instalação segura de cadeirinhas no banco dianteiro, algo exigido pelos protocolos mais atuais.
Pedestres e segurança ativa ficaram devendo
Outro ponto que puxou a avaliação para baixo foi a proteção de pedestres. O SUV não conta com frenagem autônoma de emergência capaz de detectar usuários vulneráveis, como pedestres e ciclistas.
Além disso, várias áreas da carroceria apresentaram apenas proteção regular ou baixa, principalmente no para-brisa e nas colunas dianteiras. Por isso, o Latin NCAP entendeu que o conjunto não atende às recomendações mais modernas de segurança ativa.
Falta de assistentes avançados impacta a nota
A ausência de assistentes avançados de velocidade nas versões mais simples também influenciou negativamente. Recursos como monitoramento de ponto cego não estão disponíveis, o que limita o pacote de segurança oferecido ao consumidor.
Assim, mesmo com seis airbags, a falta de tecnologias mais sofisticadas impediu uma avaliação superior.
Vale a pena ficar atento antes da compra
Diante desse cenário, o resultado serve de alerta. O consumidor precisa analisar com cuidado os equipamentos de segurança, especialmente se o objetivo for um SUV alinhado com os padrões mais atuais de proteção.
O desempenho no Latin NCAP mostra que, hoje, apenas cumprir o básico já não garante uma boa nota. Segurança ativa, assistentes eletrônicos e soluções voltadas a pedestres fazem cada vez mais diferença na avaliação final.




