A BYD continua avançando de forma consistente no desenvolvimento de seus carros elétricos. Nesse contexto, a bateria Blade segue como peça central da estratégia da marca, já que recebe atualizações frequentes focadas em eficiência energética. Como resultado direto dessas melhorias, o BYD Seal 06 passou a oferecer até 630 km de autonomia no ciclo chinês.

Em vez de apostar apenas em baterias maiores, a fabricante chinesa decidiu seguir outro caminho. Ou seja, a prioridade agora é otimizar peso, consumo e integração dos sistemas elétricos. Dessa forma, o sedã mostra que é possível rodar mais gastando menos energia.
Versões e números de autonomia
Na China, o modelo é vendido em diferentes configurações mecânicas. Ainda assim, todas seguem a mesma filosofia de eficiência. A versão mais completa entrega 326 cv de potência e apresenta consumo médio de 11,4 kWh a cada 100 km. Com isso, a autonomia declarada chega a 630 km.
Além disso, essa configuração utiliza uma bateria de 64,3 kWh, considerada relativamente compacta para um sedã elétrico desse porte. Mesmo assim, o peso total do veículo fica em 1.795 kg, o que contribui diretamente para o bom rendimento energético.
Configuração intermediária prioriza leveza
Por outro lado, a versão intermediária adota uma proposta ainda mais racional. O motor elétrico entrega 163 cv, enquanto a autonomia chega a 530 km, número bastante competitivo dentro da categoria. Ao mesmo tempo, o consumo médio cai para 10,7 kWh por 100 km.
Nesse caso, a bateria de 52,9 kWh ajuda a reduzir o peso total para 1.670 kg. Assim, fica claro que a diminuição de massa é um fator tão relevante quanto a capacidade do acumulador. Portanto, o ganho de eficiência não depende apenas de baterias maiores.
O que mudou na bateria Blade
Segundo a BYD, os avanços recentes não estão concentrados apenas na bateria em si. Pelo contrário. A marca destaca o uso de células mais densas, motores elétricos mais eficientes e uma integração mais profunda entre bateria, inversor e sistemas eletrônicos.
Com isso, as perdas de energia são reduzidas e o aproveitamento do conjunto elétrico melhora. Consequentemente, a autonomia aumenta sem que seja necessário ampliar significativamente a capacidade da bateria.
Comparativo com outros modelos da marca
Para contextualizar melhor essa evolução, vale olhar para outros elétricos da BYD. No Brasil, o Seal utiliza uma bateria de 82,5 kWh, porém entrega autonomia oficial de 372 km no padrão adotado localmente. Além disso, o consumo médio informado é de 6,25 km por kWh, seguindo uma metodologia diferente da chinesa.
Enquanto isso, o Seal 06 GT, vendido na China, combina motor de 326 cv, bateria de 69 kWh e autonomia declarada de 620 km, com consumo médio de 12,5 kWh a cada 100 km. Dessa maneira, fica evidente a evolução dos projetos mais recentes.
Em resumo, o avanço do sedã elétrico mostra que a BYD vem refinando sua abordagem técnica. Ao priorizar eficiência, redução de peso e integração dos sistemas, a marca consegue entregar mais autonomia sem depender de baterias gigantes.
Portanto, a resposta à pergunta inicial é positiva. Sim, mudou para melhor. E, se essa estratégia for mantida, os próximos elétricos da BYD tendem a ser ainda mais equilibrados e eficientes.